domingo, 8 de janeiro de 2012

Pasta à bolonhesa vegetariana

image

Paulista come macarronada aos domingos. E em qualquer dia da semana, molho à bolonhesa com proteína de soja é um clássico na minha cozinha natureba – atração do domingo, salvação para refeição rápida quando chega alguma visita inesperada e adoração para as minhas filhotas, porque não conheço criança que não goste de uma boa macarronada da mama.

No meu caso, mama natureba,  com direito a taça de um bom vinho tinto (isso exclui Chapinha, Chalise e outras dores de cabeça do tipo) ou com suco de uva integral (não vale aquele da caixinha do supercado, cheio de água e açúcar branco).

No lugar da carne moída, coloco proteína de soja bem temperadinha no molho. Depois, é só colocar queijo ralado e garfar sua pasta. Engorda, sim, porque é massa, mas pelo menos dá para evitar o consumo de bicho morto e ainda consumir tomates de um jeito bem bom.

E bom molho de tomate precisa ter tomate, certo? Não desanime de cara achando que o único caminho é comprar quilos de tomate fresco, com trabalho para tirar a pele, coisa e tal... É verdade que se o cozinheiro tem disposição para isso, melhor, e se for tomate orgânico é perfeição pura.

Em casa, uso molho de tomate pelado sem peso na consciência. Infelizmente, nos dias úteis, o supermercado da esquina só tem tomate para salada, normalmente duro e esverdeado. Já na feira do domingo dá para comprar tomate italiano, aquele mais alongado, bem vermelho, que é o ideal porque tem bastante suco e o molho fica suave. Orégano, louro e manjericão são fundamentais nessa receita.

Molho de tomate
(Para 1/2 pacote de macarrão – 250 g)
2 latas de tomate pelado batido no liquificador.
1 a 2 tomates sem pele picados (opcional, mas desejável)
2 colheres (sopa) de azeite
2 a 3 dentes de alho amassados
2 folhas de louro
2 colheres (sopa) de bacon vegetal (opcional)
4 colheres (sopa) de leite (opcional)
1 colher (chá) de louro em pó (opcional)
Sal marinho, óregano seco e manjericão fresco a gosto
1/2 xícara de azeitonas picadas

Preparo: refogue o alho amassado no azeite (em fogo baixo) junto com o bacon vegetal e as folhas de louro. Junte primeiro os pedaços de tomate fresco (para quem gosta do molho com pedaços) e deixe refogar, com a panela tampada, até que os pedacinhos comecem a se desmanchar.

Uma dica:
se quiser um molho bem suave, assim que colocar os pedaços de tomate para refogar, junte as colheradas de leite. Apesar da quantidade pequena, isso é o suficiente para fazer diferença no paladar final da receita.

Acrescente o molho de tomate pelado liquidificado, coloque o sal, o louro em pó e deixe ferver em fogo médio com a panela sem tampa. Logo que o molho é despejado na panela, observe que o líquido está claro, bem rosado. Depois de ferver por alguns minutos, o molho vai mudando de cor, fica escuro, bem vermelho, encorpado e aí estará pronto.

Com o fogo apagado, junte o orégano, o manjericão e as azeitonas (prefiro as pretas porque são mais aromáticas, mas também fica bom com as verdes).

Refogado básico de proteína de soja
(A receita desse refogado enxuto pode ser usada para rechear panquecas, tortas, salgados etc.)

3/4 xícara (chá) da proteína de soja granulada, hidratada de acordo com as orientações do post Como preparar proteína de soja.
2 colheres (sopa) de azeite
1/2 cebola picadinha
1 a 2 dentes dentes de alho amassados
1 colher (chá) de louro em pó ou 1 folha de louro
2 colheres (sopa) de molho de soja/shoyu
Sal marinho a gosto
Orégano seco ou fresco

Refogue a cebola picadinha no azeite, em fogo baixo, até murchar levemente. Junte o alho amasso e também o louro em pó ou em folhas. Nesta fritura, coloque a proteína de soja texturizada e misture bem.

Espalhe o sal marinho e o shoyu sobre a proteína, misturando bem para que absorva os temperos. Acrescente o orégano e continue refogando por cerca de 5 minutos, em  fogo médio, sem parar de mexer. Desligue e junte a proteína de soja refogada ao molho de tomates reservaimagedo. Aqueça antes de servir.

Num prato bem bonito, coloque a macarronada cozida, despeje o molho e e espalhe queijo ralado, um fio de azeite e folhas de manjericão – isso não é mera decoração, é o que uma boa macarronada merece.

Dicas:
Molho de tomate fresco
- Se preferir, substitua o tomate enlatado por 1 kg de tomate fresco, tire a pele (dica abaixo), as sementes e bata no liquificador, reservando alguns tomates picados para um molho com pedacinhos.

Tirar pele de tomate – faça um pequeno corte em forma de cruz na parte de baixo do tomate. Espete um garfo na outra ponta (na extremidade onde fica o cabinho do tomate) e coloque direto sobre a chama do fogão. A pele vai chamuscando, se abre toda e depois de uns minutinhos esfriando é super fácil tirar a pele com as mãos.
 
Cozinhar macarrão: precisa de panela grande, com bastante água salgada. Para meio pacote de macarrão, encha a panela, deixe ferver, coloque 1 colher (sopa) de sal marinho e só depois acrescente o macarrão. Se a água não estiver bem salgada, o molho pode ficar saboroso, mas a pasta não terá gosto de nada.

Na hora de cozinhar, acompanhe fielmente o tempo de cozimento informado na embalagem e faça um teste bem fácil: depois de alguns minutos de cozimento, pegue o macarrão, corte ao meio e observe o interior – enquanto aparecer um ponto branquinho no miolo, é porque está cru. Quando esse pontinho desaparece, pode desligar o fogo e escorrer seu espagueti imediatamente. Assim, estará cozido, mas firme, sem despedaçar.

Macarrão é pasta, não papa: não sei você, internauta, mas eu detesto macarronada molenga, com a pasta quase desmanchando. Isso acontece porque a maioria das massas – ao menos de fabricantes nacionais – tem pouco ovo e o macarrão cozido vira uma papa e não pasta.

Então, prefira o macarrão italiano legítimo, hoje facilmente encontrado nos supermercados e com preço acessível – de R$ 3 a R$ 4 na capital paulista. Não é frescura, mas se for mesmo italiana, qualquer marca de macarrão é bem melhor do que as massas nacionais.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Suco de couve – um clássico dos naturebas!

Suco de couve com maracujá - Fonte: SESI

Ah, suco de couve é um clássico natureba! Conquistando o amor daqueles que resolvem experimentar, ou  despertando a ira e enjôo dos preconceituosos que ainda resistem a essa experiência, não importa. É um suco refrescante e saboroso porque o gosto da couve passa longe e só ficam os nutrientes que também desintoxicam o corpo.

A couve elimina gorduras do corpo (mulherada, isso é bom para celulite). As folhas são ricas em cálcio e ferro e preparadas com o suco ácido das frutas é o ideal porque ele garante a aborção dos nutrientes da couve. Aqui são duas versões – com suco de laranja e limão . Pegue seu liquificador.

imageSuco de couve com maracujá
(Suco da horta)
Ingredientes:

2 xícaras (chá) de couve manteiga
1 litro de água gelada
1 xícara (chá) de polpa de maracujá
1/2 xícara (chá) de açúcar orgânico (ou adoçante)
½ xícara (chá) de suco de limão

Preparo: lave bem as folhas de couve, pique, coloque no liquidificador e bata  com a água. Acrescente a polpa de maracujá e bata rapidamente. Coe e junte os demais ingredientes. Sirva bem gelado.

Suco de laranja com couve (1 porção)
Preparo: b
ata no liquidificador 1 copo de suco de laranja com 1 folha de couve, 1 rodela de gengibre e 2 pedras de gelo. Adoce com açúcar orgânico ou melaço de cana.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Bolo de banana integral (e de maçã, passas, nozes, fibras…)


Bananas

Eu adoro receitinhas básicas que, além de rápidas, podem variar de acordo com seu gosto, com o que você tem na geladeira, no armário. Mas não dá para fazer mistureba com qualquer coisa e achar que tudo sempre dá certo no final, né?

Porém, com o mínimo de sensibilidade, dá pra saber que é preciso manter as proporções, as quantidades necessárias, principalmente em receitas doces. Nas receitas salgadas, “de panela”, às vezes o famoso “olhômetro” funciona – ao menos para os cozinheiros com um tico de experiência. E pode ser uma catástrofe para os novatos…

Escolhi essa receita de bolo de banana integral porque com a mesma massa dá pra fazer bolo de maçã com passas, maçã e banana, maçã e nozes, banana com grãos e castanhas, cereais, frutas secas, sementes, fibras… Combinações diversas e uns dez diferentes tipos de bolo numa mesma receita!

Ah! Este é um bolo de liquidificador!
Vamos lá! Pegue o seu e coloque:
4 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo,
1/2 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de farinha de trigo integral
1 xícara (chá) de aveia em flocos
2 xícaras (chá) de açúcar mascavo (mal cheias). Pode usar açúcar orgânico ou demara (se for o demara, bata a massa um pouco mais para que o bolo não fique com pedaços de açúcar).
2 bananas (eu gosto de colocar só uma banana no liquificador. A outra eu amasso com o garfo ou corto em roledas e misturo com a colher, sem liquidificar)
1 colher (sopa) de fermento em pó – colher rasa, certo?
1 colher (chá) de canela em pó

É só bater tudo de três a cinco minutos e a massa estará pronta.

A mágica dos “opcionais”
1)
Mantendo a quantidade – sempre 1/2 xícara (chá) – acrescente uma medida de qualquer desses ingredientes quando terminar de liquidificar a massa, misturando com a colher para deixar o bolo com pedacinhos nutritivos:
-  uva passa ou ameixa sem caroço picada
-  sementes de girassol, de linhaça ou quinoa
-  nozes, castanhas ou amendoas picadinhas

Pode fazer um mix com um pouco de cada? Sim, pode, mantendo a medida de 1/2 xícara (chá) sempre.

Quem tem criança em casa ou adultos que não gostam de bolo com pedacinhos, não precisa ter peso da consciência – liquidifique tudinho e ponto final! O importante é que esse bolo é um jeito bem gostoso de consumir fibras, cereais, sementes e amendoas que acabam ficando fora do nosso cardápio diário.

2)
A aveia pode ser substuída pela mesma quantidade de flocos de centeio, de soja ou trigo. Ou utilize 1/2 xícara (chá) de aveia em flocos (pode ser aquela de flocos graúdos) e 1/2 xícara (chá) de farelo ou fibra de trigo cru.

3) No lugar de 2 bananas, coloque 2 maçãs raladas com casca, que eu também prefiro acrescentar só no final, misturando sem liquidificar. É bem mais gostoso e bonito de se ver os pedacihos de fruta nas fatias do bolo. Pra mim sempre fica com cara de coisa realmente saudável e integral.

Assar: coloque em forma bem untada e enfarinhada, assando em forno médio (180º). Numa forma de pudim, por exemplo, o bolo assa em mais ou menos 45 minutos. Usando assedeira de bolo inglês, é possível dividir a massa e assar em menos tempo, ou deixar o bolo numa única forma para ficar mais alto como um pão.
Vale aquele velho truque de esperar com garfo ou palito para saber se está no ponto, mas só abra o forno depois de 30 minutos.

Para ficar mais bonito:
antes de assar, coloque rodelinhas de banana sobre a massa com umas pitadinhas de canela em pó. Salpicar aveia, sementes ou castanhas com o toque de canela também fica lindo e o cheiro vai tomar conta de toda a sua cozinha enquanto o bolo assar.

A banana é vitamina…


1 banana média (118 g) contém*
Energia 105 calorias
Proteina 1.29 g
Lipídios/gorduras 0.39 g
Carboidratos 26.95 g
Fibras 3.1 g
Açúcares totais 14.43 g
Potássio 422 mg
Fósforo 26 mg
Vitamina C 10.3 mg

Fonte: USDA Nutrient Database

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Kibe de proteína de soja

Vai ser tão rápido e fácil preparar esse kibe de proteína vegetal, que eu proponho uma refeição completa com toque árabe. Tabule bem fresquinho, cheio de fibras e ervas frescas, e uma salada libanesa de beterraba com cebolinha.

Beterraba eu escolhi de propósito porque me revolta o modo como é preparada essa raiz tão energética e de cor linda. Beterraba, crua, ok, mas se for cozida, por que servir sem qualquer tempero? Em casa ou nos restaurantes por quilo, a beterraba está sempre lá, do mesmo jeitinho – cozida, molenga ou dura, fatiada em rodelas, sem sal, sem nada….

Quando era criança, cansei de ouvir minha mãe dizendo que a betrraba era ótima para saúde,  riquíssima  em ferro, potássio, sódio, fósforo, cálcio, zinco e manganês, além de vitamina A, B1, B2, B5, C e todas essas coisas que a mães falam – será que todas são nutricionistas na nossa infância? Mas de verdade eu não me animava a comer beterraba gelada temperada só com sal e nem isso. Então, acho que o espaço é merecido.

Imagem do blog http://cozinhavegetariana.blogspot.comKibe de proteína de soja

Ingredientes:
1 xícara (chá) de proteína texturizada de soja, hidratada de acordo com as orientações do post Como preparar proteína de soja.
1 xícara (chá) de trigo para quibe, hidratado com 2 xícaras (chá) de água. Basta cobrir o trigo com a água, aguardar cerca de 15 minutos e espremer numa peneira bem fina, ou num guardanapo.

Misture a soja e o trigo hidratados e acrescente:
1 cebola bem picadinha ou ralada
3 colheres (sopa) de cada uma dessas ervas frescas – hortelã, cebolinha e salsinha
1 colher (sopa) de molho de soja/shoyu
1 colher (sopa) de azeite
1 ovo orgânico
Sal marinho a gosto
1 pitada de cada um dos temperos – cominho em pó, canela em pó, pimenta-do-reino e noz-moscada ralada. Este mix de temperos é opcional, mas é inegável que eles fazem a diferença entre um kibe vegetariano bom um outro gostoso, saboroso, com aroma mais próximo ao das receitas tradicionais libanesas, por exemplo.

Não vale a desculpa “não tenho isso em casa” porque nas feiras livres de São Paulo e Brasil afora sempre tem aquela maravilhosa barraca de temperos vendidos em copinhos e colheradas. No Mercado Municipal do centro paulistano, com R$ 20,00 no bolso dá para comprar pelo menos uma dúzia de condimentos diferentes.

Voltando à massa, misture bem e, se necessário, acrescente 2 colheradas (sopa) de farinha de rosca para dar liga. Eu já usei farinha de trigo nessa receita, mas fica bom só se não for preciso muito para dar o ponto certo. Muita farinha de trigo pode fazer o kibe ficar muito úmido e “peguento” no interior, e não é isso que queremos. E que ponto é esse, afinal?

Basta pegar a massa e apertar com as mãos umedecidas em água fria para dar forma ao kibe. Se ficar bem bonitinho, compacto e sem despedaçar, bingo! Caso contrário, coloque mais uma colherada de farinha de rosca. Deixar os kibes numa assadeira dentro da geladeira antes de fritar ou assar também garante uma consistência melhor.

Para assar, basta deixar em forno médio (200º)  por cerca de 20 minutos, mas fique de olho porque esse tempo pode variar dependendo da potência do forno. Para fritar, é parecido com o quibe de carne de bicho morto – óleo quente, mas não muito para não ficar escuro por fora e com especto de mal cozido por dentro. E não esqueça a toalha de papel para absorver a gordura. Depois, é só pingar umas gotinhas de limão sobre seu kibe vegê e se deliciar!


Salada de beterraba com cebolinha
5 beterrabas médias cozidas
2 dentes de alho espremidos ou amassados
2 colheres (sopa) de coentro fresco picadinho
4 colheres (sopa) cebolinha fresca picadinha
4 colheres (chá) de azeite
4 colheres de (sopa) de vinagre
sal e pimenta a gosto
4 colheres (sopa) de salsinha fresca picada para decorar.

Mais simples, impossível: só juntar beterraba, temperos e levar à geladeira por uns 30 minutos. Decore com a salsinha e sirva.

Dica: Para tem acesso às beterrabas orgânicas, vale a pena guardar as folhas e talos também, que ficam saborosos em refogados, farofas, tortas e panquecas e sopas.  Vai ficar para outro post uma receitinha de aproveitamento de folhas e talos, certo?


Tabule
1/2 xícara de trigo de quibe (hidratado por 15 minutos e espremido, como já expliquei na receita do kibe vegê…)

Junte ao trigo 3/4 xícara (chá) de pepino japonês em cubinhos, 3/4 xícara (chá) de tomate sem sementes picado, 1/3 (xícara) de cebolinha verde picada, 3/4 xícara (chá) de salsinha fresca picada, 1/3 xícara (chá) de hortelã picada e 1/3 xícara (chá) de cebola picada.

Para temperar, coloque 1/2 colher (chá) de sal 1 1/2 colher (sopa) de suco de limão e 1 1/2 colher (sopa) de suco de azeite. E se quiser dar um toque especial, 1/3 xícara de nozes picadas.

Bom, além da comida, eu adoro música árabe e pensando em algo bem tradicional para compartilhar lembrei da cantora libanesa Fairouz e a popularíssima “Bahibak Ya Libnan”, quase um hino, uma declaraão de amor ao Líbano (aos curiosos, uma tradução em inglês está disponível no blog Arabic Song Lyrics and Translation).  E quem prefere um som mais “alternativo”, a pedida é Natacha Atlas, que mistura uma pegada mais tradicional a beats e outras esquisitices eletrônicas, como em Mon amie la rose.  

Bahibak Ya Libnan

Veja também:
Como preparar proteína de soja

Tabule

A receita é tão fácil e rápida que vou juntar ingredientes e modo de preparo para facilitar.

Hidrate 1/2 xícara de trigo de quibe com 1 xícara de água e aguarde 15 minutos (se precisar, acrescente mais água para cobrir todo o trigo). Despeje numa peneira bem fina ou esprema com a ajuda de um guardanapo.

Junte ao trigo 3/4 xícara (chá) de pepino japonês em cubinhos, 3/4 xícara (chá) de tomate sem sementes picado, 1/3 (xícara) de cebolinha verde picada, 3/4 xícara (chá) de salsinha fresca picada, 1/3 xícara (chá) de hortelã picada e 1/3 xícara (chá) de cebola picada.

Para temperar, coloque 1/2 colher (chá) de sal 1 1/2 colher (sopa) de suco de limão e 1 1/2 colher (sopa) de suco de azeite. E se quiser dar um toque especial, 1/3 xícara de nozes picadas.

Veja também:
Kibe de proteína de soja
Salada de beterraba com cebolinha

Salada de beterraba com cebolinha

Receita libanesa para que gosta de beterraba, mas não aguenta mais comer esse legume sem sal, sem temperos, sem nada…

5 beterrabas médias cozidas e cortada em cubos
2 dentes de alho espremidos ou amassados
2 colheres (sopa) de coentro fresco picadinho
4 colheres (sopa) de cebolinha fresca picadinha
4 colheres (chá) de azeite
4 colheres de (sopa) de vinagre
sal e pimenta a gosto
1 pitada de açúcar orgânico
2 colheres (sopa) de salsinha fresca picada para decorar.
Opcional: No momento de servir, decore com 2 colheres (sopa) de gergelim integral ou de sementes de girassol salgadas e tostadas. A textura da salada fica bem interessante e o visual é bonito.

Preparo: mais simples, impossível - só juntar a beterraba e os temperos. Fica com sabor mais intenso se ficar na geladeira por uns 30 minutos antes de servir.  Decore com a salsinha e sirva.

Dica: Para tem acesso às beterrabas orgânicas, vale a pena guardar as folhas e talos também, que ficam saborosos em refogados, farofas, tortas, panquecas e sopas. 

Veja também:
Kibe de proteína de soja
Tabule

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Repolho fluminense: horta orgânica em Visconde de Mauá

Foto: Flaviana Serafim

Descobrimos essa horta maravilhosa, totalmente orgânica e bem cuidada  na pousada Portal da Travessia, em Visconde de Mauá (RJ).

Minha hospedagem, na vila de Maringá, foi um dos bons momentos de inspiração que vivi no ano passado, e eu e minha família agradecemos a Tereza, dona desse sítio lindo, por toda a simpatia e receptividade. Por isso, esse repolhão orgânico fluminense é destaque na marca do blog!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Como preparar proteína de soja

Proteína de soja texturizada ou granulada
Lição básica, número 1, que inspirou a criação desse diário natureba, é o modo de preparo adequado da proteína de soja, que os próprios fabricantes não  informam corretamente na embalagem do produto.

A proteína de soja texturizada é um substituto saudável para a carne, com preço acessível, preparo simples que permite uma grande variedade de receitas. Aprendendo o jeito certo de hidratar e temperar a proteína de soja, aposto que você vai servir um alimento cheio de saúde sem que ninguém desconfie que não é carne vermelha de verdade.

A proteína de soja é encontrada nos grandes supermercados e, atualmente, até nos mercadinhos de bairro, mesmo nas pequenas cidades do país. Muita gente tem usado a proteína de soja texturizada misturada à carne vermelha moída para aumentar o rendimento. Eu dispenso a carne moída e faço dúzias de preparados só com proteína vegetal.

Tipos de proteína de soja
Tem proteína de soja que imita pedaços de carne no preparo de estrogonofes, cozidos e refogados. Tem a proteína em tiras finas e pequenas, à venda nas lojas mais especializadas em produtos naturais. E tem a texturizada ou granulada, "imitando" a carne moída, e escolhi a textura como primeria receita do blog porque é muito versátil e facilmente adaptável em várias preparações. 

A proteína de cor escura é melhor para as receitas onde se usaria carne vermelha, por exemplo. E a de cor clara para receitas que utilizariam carne branca. Com o preparo básico, é possível usar a proteína vegetal para fazer hamburguer, quibe, bolinhos, tortas, molhos e mais uma série de receitas onde “normalmente” as pessoas usariam carne moída de bicho morto. Outra vantagem: um pacote de 500 gramas de proteína de soja granulada custa de R$ 2,50 a R$ 3,00 no máximo, e após a hidratação o rendimento dobra – 1 xícara de proteína seca rende 2 xícaras após a hidratação.

Hidratação
Fonte: blog Finger Foods Veganos1) é necessário hidratar a proteína de soja antes do preparo, não importa se é a do tipo em pedaços ou a texturizada. Para cada 1 xícara (chá) de proteína vegetal seca, use 2 xícaras de (chá) para a hidratação.

Numa tigela, cubra a proteína vegetal com água quente e acrescente suco de pelo menos meio limão. Aumente a quantidade de limão se usar mais soja. O caldo do limão ajuda a tirar o odor meio forte que fica na proteína vegetal.

Alguns fabricantes sugerem o uso de leite para hidratar a proteína de soja, mas acho  uma bobagem e um desperdício totalmente desnecessário! Usando água quente o efeito é ótimo. Evite o desperdício porque o leite que sobrar após a hidratação não poderá ser usado para nada, nadinha!

Depois de 15 minutos de hidratação, despeje a proteína numa peneira e enxague até que saia toda a água escura. E até que a água saia mais clara, é preciso pressionar a soja sob a torneira, pois a água vai reidratá-la e ajudar a liberar totalente essa cor escura

Em casa, depois de terminar o enxague, usamos um guardanapo exclusivo ou - bem mais prático - um espremedor de batatas, para tirar toda a água no final. Se quiser simplificar, use só a peneira mesmo. Aperte bem pequenas porções da proteína hidratada e retire todo o excesso de água porque isso permitirá que os temperos sejam aborvidos. Se a proteína vegetal estiver encharcada na hora de temperar, vai ficar com gosto de….água! E não é isso que queremos, certo?

Temperar e refogar a proteína de soja granulada
2) O tempero é o "segredo" de qualquer boa comida. Se você só usa cebola e alho, diversifique! Ouse, experimente novos sabores. Para deixar a proteína de soja saborosa - e para convencer os comedores de carne de bicho morto - tenha à mão louro em pó ou em folha, orégano e cominho em pó – essa é a “santíssima trindade” para minhas comidas naturebas.

Alho-poró fresco ou seco, gengibre ralado e nabo picadinho são outras opções dependendo da preparação. No final, temperos frescos como salsinha, cebolinha ou manjericão são ótimos para dar mais sabor e aroma.

Refogue, no mínimo, 1/2 cebola picadinha no azeite, junte alho picado ou socado e acrescente uma colher de chá de louro em pó (ou 1 ou 2 folhas grandes). Coloque a proteína de soja texturizada e misture bem. Acrescente sal, orégano e uma pitadinha (bem suave) de cominho em pó, porque o sabor deste tempero é forte.

Regue com um pouco de shoyo (molho de soja), misture bem para que a proteína absorva o molho e em poucos minutos estará no ponto – de 5 a 10 minutos, no máximo. Para finalizar, coloque o tempero fresco de sua preferência.

Esse refogado pode ser usado para rechear panquecas e salgados diversos, em tortas, para fazer bolinhos e dezenas de outras receitas. Também é ótimo para fazer molho à “bolonhesa vegetariana”, acrescentando molho de tomate à proteína refogada. Neste caso, não use o cominho em pó porque não combina muito com aquele molho de tomate da mama. Já a mistura de louro, orégano e manjericão ficam divinos! Vou deixar em outro post os detalhes do meu macarrão com molho natureba….

Dica – “bacon vegetal”: em algumas casas de produtos naturais é possível encontrar "bacon vegetal". Sim, tem de tudo em Sampa! Este "bacon vegetal" tem sabor que imita o toucinho defumado, mas é natural e tem textura granulada como a da proteína de soja. Use uma colherada junto com a cebola e o alho no momento da fritura para que o sabor se distribua em toda a preparação (também fica ótimo no feijão, sopas, farofas e em outras preparações para substituir o sabor do bacon de porco).

Boas compras: O Empório Roots (Av. Mercúrio, 222 - Brás. Fone 3227-3020) é uma das lojas onde dá para comprar o tal "bacon vegetal. É uma das melhores lojinhas de produtos naturais da capital e fica bem perto do Mercadão Municipal, e quase em frente ao Palácio das Indústrias, no Parque Dom Pedro.  Tem frutas secas, arroz integral, dezenas de granolas, sementes e grãos diversos, produtos orgânicos e até cajuína, a bebida natureba que eu mais gosto nesse mundo!

Próximo do empório, há outras lojas similares com milhares de produtos naturebas a preços ótimos para pesquisar. Vale a pena! Quem visita o centrão da cidade pode aproveitar para ir aos dois locais - ao Empório Roots e também ao Mercadão Municipal. É programa imperdível aos fãs de gastronomia.

Para saber mais:
Soja não é só para vegetarianos, do nutricionista esportivo, disponível no site Sítio Veg – www.vegetarianismo.com.br

Natureba, sim!

Nada de nariz torcendo, olhos apertados ou estômago embrulhado só de pensar em “comida natureba”. Mostra que é possível adotar uma alimentação saudável, saborosa, prática e econômica – preferencialmente com ingredientes frescos, orgânicos, regionais - é a tarefa desse blog, onde compartilho receitas e experiências da minha cozinha natureba, sim!

Está enganado quem acha que comida natureba é sinônimo de um prato que só tem folhas cruas ou gororobas estranhas sem tempero. Quando comecei a cozinhar, fazia tudo direitinho, como mandavam os livros, e o resultado final não era ruim, mas não era a comida saborosa que eu buscava.

Tentando, fazendo, refazendo e aprendendo aqui e ali, acabei me especializando nesse tipo de culinária, chegando a alguns truques e preparos que estavam fora dos livros. Sem blá, blá, blá, ingredientes impossíveis ou preparos complexos, a proposta é compartilhar receitas simples e de custo acessível, dedicadas aos vegetarianos, veganos e aos que ainda comem carne – aqui, somente aves e peixes.

Já vivi momentos de vegetarianismo radical. Outros, como agora, comendo proteína de soja e peixes frescos, e reduzindo a frequência de frango no meu prato. Seja como for, sempre vale a pena a busca por alimentos orgânicos, sustentáveis, de procedência segura, frutos da agricultura familiar, do comércio justo e solidário. 

Em qualquer canto do Brasil, os cheiros, cores e texturas, nas feiras, mercados, hortas, rios, pastos, sempre me inspiram a cozinhar e cozinhar; a descobrir novas combinações e seus sabores; a conversar com gente nova e pesquisar nossas relações com a comida.   

Assim, as receitas deste blog nasceram de testes e invenções próprias, ou foram adaptadas/recriadas a partir de outras tantas fontes. Recomendo que você comece do básico, que é saber como preparar proteína de soja, navegue por outras receitas e faça suas próprias criações.  

Bem vindo e bom apetite!

Flaviana Serafim